Bem-vindo ao Macondo Circus 2009

uma banda pelo show de proyecto gomez

Postado em terça-feira, 8 de dezembro de 2009, às 4:19 pm.
Autor: andressaquadro

A fim de assistir um pouco do show, mas sem deixar que isso se tornasse um empecilho para continuar trabalhando, Maurício Canterle, um dos nossos editores, registrou sua saída da frente dos computadores. Em seu passeio até um dos shows mais geniais do Macondo Circus, Canterle gravou o que via pela frente, sem cortes. Assista aí e preste bem atenção. Você pode aparecer nele.

Zefirina bombando

Postado em terça-feira, 8 de dezembro de 2009, às 4:06 pm.
Autor: loureirogabriela3

O show da banda Zefirina Bomba fez a galera que estava assistindo ao show balançar a cabeça e fazer roda punk como se não houvesse amanhã.

A banda paraibana, de João Pessoa, faz um som que mistura surf music com punk e hardcore através de um baixo distorcido, uma bateria forte e uma “viola noise” eletrificada. Confira aí o show deles no Macondo Circus!

a noite que o macondo nunca mais esquecerá

Postado em domingo, 6 de dezembro de 2009, às 7:50 am.
Autor: loud.or.titi

Fotos Thiago Piccoli

“o melhor show da black drawing chalks de todos os tempos” victor rocha

Postado em domingo, 6 de dezembro de 2009, às 4:18 am.
Autor: andressaquadro

Os guris de Goiânia detonaram no último dia de Macondo Circus! O show era um dos mais esperados da noite e com um som que mistura diversas influências, o grupo correspondeu às espectativas dos fãs. “Existe coisa melhor que bebida e mulher?” declarou o baterista Douglas de Castro sobre as inspirações ao escreverem as letras. A banda já participu de importantes festivais de música indepentente como Goiânia Noize Festival (GO), Bananada (GO), Porão do Rock (DF), PMW (TO), Volume Festival (MT) UdiRockScene (MG), Rock in Sopa (GO), Vaca Amarela (GO) e agora, pela primeira vez no Rio Grande do Sul, adiciona o Macondo Circus ao currículo.

Foto: Pablo Zambeli

Repercussão nacional

Os jornalistas e fãs Mell Helade e Thiago Piccoli, da revista Noize de Porto Alegre, contaram que a edição de dezembro da revista foi atrasada em função da vinda da Black Drawing Chalks à Santa Maria. “Vamos fazer uma reportagem especial com a banda por causa da repercussão e qualidade do som deles no cenário musical brasileiro” disse Mell. A qualidade foi confirmada durante os 50 minutos em que os guris estiveram no palco do Macondo Lugar. Músicas como “My favorite way” e “I’m a beast, I’m a gun” fizeram o público dançar e pular.

Foto: Pablo Zambeli

Santa Maria faz parte da história da banda.

O vocalista e guitarrista, Victor Rocha, contou que participou do encontro nacional dos estudantes de design, o N Design, que aconteceu em 2004 em Santa Maria. A ideia de criar a banda surgiu nessa época “O N Design de Santa Maria mudou a nossa vida!”, declarou Victor. O nome da banda, que significa “carvões pretos para desenhar” (um tipo de material para desenho) foi criado também quando ainda eram estudantes.

Foto: Fernanda Bona
Texto: Andressa Quadro

“Falem bem ou falem mal, mas falem com sinceridade”

Postado em domingo, 6 de dezembro de 2009, às 2:42 am.
Autor: biancariet

Stanley Kubric deve estar se remexendo no caixão. Não por desgosto, mas por estar embalando-se ao som da Dinartes. Apesar do visual à la Clockwork Orange, o som da banda não é ultraviolence. Com influências de rock britânico, dos clássicos ao contemporâneo, os guris de Passo Fundo conseguiram agitar o público que se acotovelava na Casa Verde.


Foto: Marcelo de Franceschi

A Dinartes foi a primeira das três apresentações que vão encerrar o Macondo Circus. Ao convocar a galera a deixar sua opinião no site do trio, o vocalista Rodrigo Chaise clamou “Falem bem ou falem mal, mas falem com sinceridade”. E foi com essa sinceridade que eles fizeram uma das apresentações mais aclamadas do Festival.

A banda não perdeu tempo quando sentiu a timidez do público. Na última música, o grupo pediu que a galera entoasse um “nanana”, e incitou: “Grita aí, porra!”, ao que o pessoal respondeu em coro.


Foto: Marcelo de Franceschi


Foto: Marcelo de Franceschi

Texto: Bianca Villanova e Luíza Funck

Macondo Circus visto por quem trabalha na Praça

Postado em domingo, 6 de dezembro de 2009, às 2:03 am.
Autor: mfjornalss

A maior mudança desta edição do Macondo Circus foi a troca do local do evento, que passou da serra e da floresta de Itaara para o concreto e o asfalto do centro de Santa Maria. No meio do movimento provocado por essa migração, estão as 57 barracas brancas na praça Saldanha Marinho. “Aqui são grupos rurais e urbanos. Uma vez ao mês durante uma semana nós viemos aqui na praça mostrar a nossa produção” explica uma das três coordenadoras da feira da praça, Dona Lenita Rozin dos Santos.

Os comerciantes ficam ali das 8h as 20h nos dias normais, entretanto tem ficado até as 22h nesses dias de Macondo Circus. Eles vendem peças de artesanato, lanches, horti-frutti e produtos coloniais. E nos ultimos 4 dias, a venda teve um considerável aumento. Lenita diz que a feira funciona como parceria do Projeto Esperança-Cooesperança: “10% do nosso rendimento vai para os projetos do Programa, outra parte vai para a segurança das barracas e outra vai o transporte dos equipamentos conservantes dos alimentos.”

foto: Marcelo De Franceschi

Nenhum dos feirantes sabia da ocorrência do Macondo Circus mas todos gostaram da supresa. “Teve vendas maiores, principalmente nos lanches. Ontem foi um dos melhores dias.” Garante Nara Dorneles, vendedora de pastéis e sucos. Ela inclusive conta que teve que ir duas vezes buscar em casa mais recheio para o pastel.

Um destaque relatado por elas foi a segurança proporcionada pela movimentação na praça. “As pessoas de mais idade se sentem mais protegidas para vir à praça com mais tranquilidade” revela Lenita.

Sobre os futuros planos, elas dizem que vão tentar ficar até sexta que vem. Mas o que eles mais querem é que o festival sempre aconteça na praça, como resalta Lenita: ”Dá muito mais público. É mais fácil de vir para o centro do que ir pra Itaara”.

Texto: Marcelo De Franceschi

Quando o ser humano transcende a genialidade: Proyecto Gomez

Postado em domingo, 6 de dezembro de 2009, às 1:17 am.
Autor: Gabriel Ruiz

A curadoria do Festival Macondo Circus 2009 foi raciocinada com elegante zelo e atenção. Cada detalhe pensado, cada sequência, cada artista que participaria do Festival e aqueles que encerrariam as noites. Hoje, por exemplo, último dia de atividades da extensa programação do Macondo, o argentino-monobanda Proyecto Gomez foi, até o momento, insuperável.

Sorridente, ousado, não usa cabelos; cabelos, apenas debaixo do queixo. Unhas pintadas, vermelhas, calças confortáveis, por vezes coloridas. De Buenos Aires, em sua bagagem uma bateria concisa e enxuta, um baixo, uma guitarra e aparelhos sintetizadores, uma mesa de som e pedais, cabos.

Sozinho, ele utiliza a cabeça para domar todos os sons que podem sair desse leque variado de instrumentos e opções sonoras. O estilo de Gomez – e justamente onde ele consegue romper a barreira entre o ser humano e o ser humano genial – é montar as músicas em cima do palco. Assistir  a uma apresentação nesse caso, faz  toda a diferença. (Se você for escutar, porém, tenha em mente que o som, sai das mãos, pernas e vozes de apenas um homem).

No show de hoje, o último na praça Saldanha Marinho em Santa Maria, foi assim. Uma melodia começa, guitarra, uma distorção e um vocal, um verso, simples. Em determinado instante, Gomez se desvencilia da guitarra, mas o som continua tocando, em looping. Você nem percebeu e até entender que um botão foi apertado, veloz, ele já está à frente da bateria, esbanjando, porque pode, sabe. Muda a batida, mistura, troca a base, aperta um pedal, dispara outro vocal, canta por cima, torna à guitarra, canta rápido, ultra rápido, espanca a bateria, dispara notas, aplausos. E assim segue, criando, solitário, como maestro de si mesmo, sublime…

Texto: Gabriel Ruiz.

Proyecto Gomez encerra o Macondo Circus na praça

Postado em sábado, 5 de dezembro de 2009, às 11:04 pm.
Autor: loureirogabriela3

Foto: Pedro Krum

Pessoal hipnotizado com o som de Rodrigo Gomez.

A atração internacional do Macondo Circus reuniu o público no centro da concha acústica da praça, tanto pelo som diferente quanto por chamar a atenção mesmo. Foi a Proyecto Gomez, banda solo do músico argentino Rodrigo Gomez. Sozinho, ele toca bateria e guitarra, canta e, com auxílio de uma mesa de som, grava tudo ao vivo e reproduz. Pode parecer impossível tanto trabalho para apenas uma pessoa, mas hoje Rodrigo provou que é possível sim, e melhor: soa muito bem!

Foto: Fernanda Bona

Rodrigo na guitarra.

Foto: Pedro Krum

Rodrigo na bateria.

Quem assistia ao verdadeiro espetáculo aplaudiu e se impressionou com o talento do músico. Os elementos das canções aparecem e desaparecem ao longo do tempo através da sobreposição de camadas de cada um. Assim, ele procura construir e desconstruir suas músicas, gravando cada barulho, nota e som instantaneamente.

Desde 2002, Rodrigo Gomez já gravou quatro álbuns: “Proyecto Gómez” (2002), “Doble” (2003), “Veremos” (2004) e o último, “Básico”, lançado este ano. Confira mais informações sobre o projeto no myspace do músico.

O som eletrônico experimental é bastante diferente do que o público do Macondo Circus estava acostumado a ouvir, mas foi ótimo justamente para o pessoal conhecer um gênero e uma forma de fazer música, e, de quebra, agradou a galera, que aplaudiu o músico efusivamente no final.

Mas, não fique triste, o Macondo Circus ainda não acabou! Daqui a pouco o show continua no Macondo Lugar com as bandas Dinartes (de Passo Fundo), Black Drawing Chalks (Goiânia) e Pata de Elefante (Porto Alegre)!

Texto: Gabriela Loureiro

Eles acreditam no hype

Postado em sábado, 5 de dezembro de 2009, às 9:19 pm.
Autor: loureirogabriela3

Foto: Lucas Figueiredo

Dead Lover’s Twisted Heart no palco do Macondo Circus.

A terceira banda do último dia de Macondo Circus animou a galera que estava na praça. Foi a Dead Lover’s Twisted Hearts, de Belo Horizonte. Eles tocam o que poderia se chamar de “folk pauleira”, uma mistura de punk, rockabilly, indie e, é claro, folk. O baixista Velvs e o guitarrista Ivan revezam o vocal enquanto o guitarrista Guto se ocupa de solos caprichados. E a bateria? Fica a cargo de Pati. Sim, Pati, A baterista, característica chamativa super sublinhada no myspace da banda.

Foto: Lucas Figueiredo

A mulher por trás da bateria

O nome da banda é o título de uma música do cantor norte americano Daniel Johnson. Outras influências da banda são Bob Dylan, Ramones, Franz Ferdinand e Yeah Yeah Yeahs.

Além de tocar um som de  qualidade e agitado, as letras da banda, em inglês, são curiosas. Principalmente “Hey Babe Have You Ever Been In Hell?” e “All night long“.

Depois do show, eles nos conversaram um pouco com a gente sobre a história da banda e a oportunidade de vir de tão longe tocar em um festival no Rio Grande do Sul (pela primeira vez) com muito bom humor e simpatia, como já era de se esperar dos mineiros. Confira em breve a entrevista!

Texto: Gabriela Loureiro

AMP no palco do Circus

Postado em sábado, 5 de dezembro de 2009, às 8:48 pm.
Autor: janaalopes

Os recifenses do AMP foram a segunda atração da última noite do Macondo Circus 2009. A banda formada por Capivara e Djalma (guitarras e vocais), Dudu (baixo) e Crika (bateria) subiu no palco da praça Saldanha Marinho com o sol a pino e o público ainda se formando.

Ao som do  rock pesado e fortemente influenciado no stoner rock de Queens of the Stone Age, o público bateu cabeça na apresentação da AMP. Foi um ensaio para mais pancadaria sonora à noite, quando o Macondo Lugar receberá os goianos do Black Drawing Chalks. É o lado feio, sujo e malvado do Macondo Circus 2009.

A AMP se formou em Recife, em Pernambuco e já completou dois anos de existência. Eles lançaram o disco Pharmako Dinâmica, produzido pelo gaúcho Iuri Frieberger.

Fotos: Lucas Figueiredo

Texto: Janaína Azevedo


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