O Macondo Circus, festival de arte independente realizado pelo Macondo Coletivo em Santa Maria (RS), reune música, artes visuais e teatro num contexto de integração com o cotidiano da cidade. Em sua sexta edição, o Macondo Circus 2009 ocupa vários espaços de 02 a 05 de dezembro.
Postado em sábado, 5 de dezembro de 2009, às 3:15 am. Autor: biancariet
Foto: Marcelo De Fransceschi
A noite começou em alto e bom tom na terceira noite do Macondo Circus. Zefirina Bomba, trio de João Pessoa, trouxe ao Festival sua indefinível música, que mistura algo de hardcore e punk, além de outras influências. Mesmo sem a presença do baixista Martin, que foi substituído pela porto-alegrense Poly, a banda manteve sua marcante expressividade. O guitarrista e vocalista Ilsom abusou do swing pesado enquanto o baterista Guga sentou a mão no ritmo.
Postado em sábado, 5 de dezembro de 2009, às 2:21 am. Autor: loureirogabriela3
Entre o público presente neste fim de tarde de sexta-feira, estava o prefeito de Santa Maria, César Schirmer. E não é o primeiro dia em que o prefeito vem à praça Saldanha Marinho curtir as atividades, desde ontem Schirmer tem marcado presença no Festival.
Foto: Marcelo de Franceschi
Questionado sobre a importância do evento para a cidade, Schirmer disse serem manifestações como esta que tornam Santa Maria uma cidade cultura. Além disso, o prefeito disse também que a Prefeitura apoia o Festival neste ano e pretende continuar apoiando-o, de modo que no ano que vem ele se torne cada vez maior. “Santa Maria é uma cidade de jovens e estes shows acontecendo aqui na praça têm demonstrado como a cultura jovem compõe a identidade santa-mariense” completa o prefeito.
Postado em sábado, 5 de dezembro de 2009, às 2:09 am. Autor: andressaquadro
Os guris vieram de Novo Hamburgo e pela primeira vez participaram do Festival. Antes de subir ao segundo andar do Macondo e empolgar o público, eles conversaram um pouco com a gente. Confira!
Postado em sábado, 5 de dezembro de 2009, às 1:47 am. Autor: luizaafunckt
O palco não foi o bastante para a animação que a Móveis Colonias de Acaju extravasou durante o show. Quando o público pensava que diversão tinha chegado ao seu ápice, os guris de Brasília se misturaram à galera e brincaram de roda, levando ao delírio até os mais contidos.
Postado em sábado, 5 de dezembro de 2009, às 1:33 am. Autor: loureirogabriela3
Três painéis repletos de pinturas idênticas chamam a atenção de quem passou pela praça Saldanha Marinho sexta à tarde. De longe, parecem desenhos de árvores secas feitos de nanquim. Mas quem se aproxima do artista plástico Rodrigo Lourenço enquanto ele constroi sua arte tem uma surpresa… macabra, talvez. O que parecia uma árvore no inverno é, na verdade, uma pata de galinha morta carimbada numa folha de papel com tinta tipográfica.
O artista trabalha a ideia de seriação, como se a vida fizesse parte de uma linha de montagem, levantando questões filosóficas pertinentes à obra de arte. Ele trabalha principalmente com a temática dos animais, que é uma crítica ao modo como o homem trata o animal, como se este fosse um objeto de consumo e nada mais. Mas o autor também trabalha com seriação do ser humano e acredita que nós somos muito parecidos com as galinhas.
Foto: Marcelo De Franceschi
Painéis com gravuras grampeadas.
Rodrigo utiliza uma pata de galinha ressecada embebida em tinta preta e pequenas folhas de papel. “É o meu trabalho portátil, já levei esse mesmo trabalho pra São Paulo, Recife e Florianópolis”, conta. Quando possível, ele utiliza uma galinha inteira. “As pessoas acham muito lindo, vêm elogiar, e quando eu falo que é uma galinha morta, ficam com nojo”, comenta o artista.
A espontaneidade também é uma característica da obra, porque Rodrigo não procura fazer todas as gravuras em série, todas idênticas, apesar de parecerem, no primeiro olhar. Você pode conferir outras obras do artista porto alegrense no seu blog ou no blog da feira de arte contemporânea que ele organiza em Porto Alegre, a Feira Desvenda.
Postado em sábado, 5 de dezembro de 2009, às 1:18 am. Autor: loureirogabriela3
O show mais esperado do dia agitou a praça. A banda Móveis Coloniais de Acaju fez o público pular, cantar, saracotear, brincar de ciranda e curtir ao máximo o som dos brasilienses. Da primeira à última música, a banda manteu o ritmo e a animação do público.
O público santa mariense ficou visivelmente encantado com um show tão energético e animado em plena praça pública. Mas a surpresa não foi só nossa. Logo no começo do show, o vocalista André Gonzáles já anunciou que era o primeiro show que a banda fazia em uma praça. Que honra hein, Santa Maria?
Foto: Pedro Krum
A música mais entoada pelo público foi “O tempo”, do último álbum da Móveis, “Complete”.
Com dois saxofones, um trompete, um teclado, uma bateria, uma guitarra, uma flauta e um vozeirão, os oito integrantes fazem um som nunca antes visto, misturando rock e ska a ritmos brasileiros e do leste europeu. A música é indiscutivelmente magnífica, mas o que mais chama a atenção no show é a energia da banda, e quando digo banda, quero dizer a banda inteira. Todos dançam, saltitam de um lado para outro, interagem com o público, batem palma e, principalmente, tocam com toda a vontade. É fácil perceber quando alguém ama o que faz e se entrega totalmente à música.
Foto: Pedro Krum
O entrosamento e animação dos integrantes da Móveis
A Móveis Coloniais de Acaju deixaria qualquer líder de torcida no chinelo. Os integrantes dominam muito bem a arte de animar o público, e, como se não fosse o bastante, de uma forma criativa. No embalo da banda, quem assistia ao show desceu até o chão, cantou “lalaia laia”, bateu palma, acendeu isqueiros e fez uma ciranda gigantesca no meio da praça, junto com André, os saxofonistas Esdras Nogueira e Paulo Rogério e o trombonista Xande Bursztyn.
Foto: Marcelo De Franceschi
Pessoal animado dançando em roda com a banda.
Xande aproveitou o show para avisar o público que todas as músicas da banda estão disponíveis para download grátis no site da banda, afinal, eles acreditam em música livre.
No final do show, entre solos geniais de guitarra, saxofone e trombone, o público cantou junto com a banda e, depois de pedidos incisivos de bis, a banda tocou a última música e agradeceu à plateia de coração.
Postado em sábado, 5 de dezembro de 2009, às 1:05 am. Autor: biancariet
A santa-mariense Sálvia foi a primeira banda a tocar na tarde da sexta-feira no Macondo Circus, reunindo o público na praça Saldanha Marinho. Após o show, os guris da banda conversaram com nossa equipe.
Postado em sexta-feira, 4 de dezembro de 2009, às 8:12 pm. Autor: luizaafunckt
Nuances e vertentes as mais variadas: Latinas, brtiânicas, brasileiras, africanas. Entretanto, nenhuma palavra descreve melhor o som da banda que acabou de tocar no Circus: Subtropical.
Os porto-alegrenses da Subtropicais vieram novamente à Santa Maria trazer sua ecleticidade traduzida em boa música. Abusando nas guitarras com wah-wah e nas linhas de baixo pesadas, a banda agradou o público que ocupa a Saldanha Marinho na segunda noite que o festival acontece na praça.
Foto: Pablo Zambeli
A Subtropicais veio desfalcada. O percussionista Marcelinho, priorizando a conclusão do seu TCC, ficou em Porto Alegre. Porém, isso não seria pretexto para estragar o espetáculo: Daniel Gabardo, percussionista da Sálvia e amigo dos guris da Subtropicais, assumiu os batuques na segunda metade do show e a festa ficou completa.
Foto: Pablo Zambeli
Já está no palco uma das atrações mais aguardadas do Circus: Móveis Coloniais de Acaju.